Negócio não começa com motivação. Começa com estrutura

sexta-feira, jan 16

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Escrito por Paulo Rato

Existe uma crença muito difundida no empreendedorismo de que tudo começa com motivação. A ideia de “acreditar”, “querer muito” ou “ter garra” é vendida como o ponto de partida de qualquer negócio. Na prática, isso raramente se sustenta.

Motivação é um estado emocional. Ela varia conforme o dia, o cansaço, o resultado do mês e os problemas que aparecem. Um negócio, por outro lado, precisa funcionar todos os dias — inclusive quando o dono está desmotivado, cansado ou inseguro.

O que sustenta uma empresa não é o entusiasmo inicial, mas a existência de uma estrutura mínima: processos básicos, controle simples de custos, definição de responsabilidades e algum nível de previsibilidade operacional. Sem isso, a empresa passa a depender exclusivamente do humor, da energia e da disponibilidade do dono.

É comum encontrar negócios que começaram com muita vontade, mas que nunca saíram do improviso. Operam no modo reação, resolvendo urgências, apagando incêndios e tomando decisões sem dados. Quando a motivação cai — o que é inevitável — tudo começa a desmoronar.

Estrutura não é algo sofisticado ou burocrático. É o básico bem feito. É saber onde o dinheiro entra, onde ele sai, onde está o desperdício e onde existe risco. É isso que permite que o negócio continue de pé mesmo nos dias ruins.

Motivação pode ajudar no começo.
Estrutura é o que mantém o negócio vivo no médio e longo prazo.

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Paulo Rato

Paulo Rato

Bacharel em Gestão Ambiental (EACH-USP), especialista em Gestão, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios (PUC-RS).