O empreendedorismo foi romantizado. Histórias de sacrifício extremo, jornadas intermináveis e superação constante são tratadas como regra, não como exceção. Isso cria uma visão distorcida do que é um negócio saudável.
Quando o caos é romantizado, ele deixa de ser tratado como problema. Margens ruins passam a ser vistas como normais. Jornadas exaustivas viram sinal de comprometimento. Falta de processo vira “flexibilidade”.
Na prática, tudo isso esconde desorganização.
Negócios saudáveis são previsíveis. Funcionam sem depender do dono o tempo todo. Têm menos urgência e mais rotina. Isso não é falta de ambição, é gestão.
Romantizar o sofrimento só adia decisões difíceis. E quanto mais tempo se adia, maior o custo invisível que o negócio acumula.
