Planejar é necessário. Planejar demais é perigoso.
Existe uma zona confortável onde o empreendedor se sente produtivo sem se expor ao risco real do negócio. Ajusta planilhas, refaz projeções, melhora apresentações, mas não testa nada no mundo real. Isso não é estratégia. É adiamento.
Planejamento excessivo geralmente esconde medo: medo de errar, de se expor ao mercado, de descobrir que a ideia não funciona como imaginado. O problema é que negócios não se validam no papel.
Um bom planejamento responde perguntas essenciais e aceita incerteza. Um planejamento ruim tenta eliminar todo risco antes da ação — algo impossível.
Planejar deve servir à execução. Quando vira um fim em si mesmo, o negócio já começou errado.
